A POLÍTICA ADORA A TRAIÇÃO, MAS DESPREZA O TRAIDOR


EDMILSON LUCENA

Ingratidão e traição são as palavras que mais predominam no âmbito da política partidária, tanto na esfera federal, como na estadual ou municipal. Acordos firmados são quebrados repentinamente para atender determinados interesses pessoais, deixando a coletividade e o companheirismo em segundo plano.

Impressionante como aquilo tido como certo e sensato vira incerteza e dúvida num piscar de olhos. Palavras firmes e fortes de apoio dão lugar ao silêncio profundo. Nesse momento é possível perceber a ingratidão atrelada à traição.

Na maioria dos casos as duas chegam juntas, numa irmandade singular e invejável. Com elas não existem lembranças de um passado próximo ou distante. Também não há espaço para recordar o quanto foi importante este ou aquele apoio dos correligionários em prol da conquista nas urnas.

Os ingratos e traidores são como aves de arribação. Se faz bom tempo eles vêm, se faz mau tempo eles vão. Os ingratos e traidores jamais terão lugar ao sol, para esses deverão ser reservadas as cadeiras do esquecimento, pois não seria sensato ter apreço com quem agiu de maneira covarde e traiçoeira.

Portanto, digo sempre aos verdadeiros amigos que conquistei ao longo da minha jornada: Não há dinheiro ou poder que possa substituir a lealdade e fidelidade perante aqueles que te acolheram. Melhor ter pouco ou praticamente nada, do que ter muito e ser tido como ingrato. É bom lembrar, sempre, que a política adora a traição, mas despreza o traidor.

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