Bolsonaro, Cid e generais discutiram possibilidade de prender Moraes: “é golpe militar


Uma nova revelação de Mauro Cid pode complicar a situação de Jair Bolsonaro e dos comandantes das Forças Armadas em suas defesas contra a acusação de conspiração por um golpe militar.

Bem antes da delação premiada, Cid teria dito em março que o presidente recebeu diversas propostas para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 vencidas por Lula. A informação é de Andreia Sadi.

Segundo o tenente-coronel e ajudante de ordens, Bolsonaro recebia as opções e se consultava com os comandantes das Forças Armadas para analisar a viabilidade política das atitudes.

Ainda de acordo com o homem das joias, o ex-presidente avaliou, por exemplo, ordenar a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Foi somente por convencimento dos militares que Bolsonaro abandonou a ideia. “Os próprios generais falavam: ‘presidente, isso aqui é golpe militar. Se a gente fizer qualquer coisa, é golpe militar'”, relatou Cid, conforme a nota publicada por Andreia Sadi.

Ele afirmou que, ao aventar a possibilidade de prisão de Moraes, os militares lhe explicavam que uma manobra golpista teria de ser executava. “O STF vai dar uma ordem anulando o decreto do senhor e mandando prender o senhor, e o Congresso duas semanas depois vai aprovar uma PEC emergencial tirando o 142 da Constituição, e aí, qual o papel que a gente vai cumprir? Quem tiver força. Então, é golpe militar.”

Reunião de dezembro
Em delação à Polícia Federal (PF), o tenente coronel Mauro Cid revelou detalhes de uma reunião de Bolsonaro com a cúpula das Forças Armadas em dezembro, onde o ex-presidente buscou apoio dos militares para um golpe de Estado, chegando a apresentar uma minuta que previa a prisão de adversários políticos.

Cid afirmou ainda que o então comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos, teria colocado as tropas à disposição de Bolsonaro para o golpe.

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