Cármen Lúcia alerta para riscos de autoritarismo e afirma que Brasil encara seu passado e futuro

A ministra Cármen Lúcia, do STF, iniciou nesta quinta-feira (11) seu voto no julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Com o placar em 2 a 1 pela condenação, o voto da ministra pode consolidar a maioria ou reabrir caminho para a absolvição.

Ao começar sua manifestação, Cármen Lúcia fez um forte discurso em defesa da democracia e contra retrocessos autoritários. “Por mais que se cuide da estrutura institucional, por mais que se produza instrumentos ou vacinas constitucionais para imunizar a sociedade de aventuras ditatoriais, não há imunidade absoluta contra o vírus do autoritarismo que se insinua insidioso”, afirmou.

A ministra classificou a ação penal como um momento decisivo da história institucional brasileira. “Este processo é um encontro do Brasil com seu passado, seu presente e seu futuro. Talvez o diferencial mais candente, além do ineditismo do tipo penal, seja a afirmação de que a lei é para ser aplicada a todos”, declarou.

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu, propondo a absolvição da maioria e a condenação apenas de Mauro Cid e Braga Netto. Com o voto de Cármen Lúcia, o placar pode chegar a 3 a 1 e selar o rumo da decisão.

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