
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (MDB), afirmou na manhã desta terça-feira (6) que não disputará a reeleição para vereador em 2028. A decisão foi revelada depois das eleições estaduais, nas quais recebeu 22.611 votos para deputado estadual e terminou como terceiro suplente do MDB, partido que conquistou quatro cadeiras na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Dinho disputou o pleito com a candidatura sub judice, após ter o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
Dinho ainda tem pouco mais de dois anos de mandato na Câmara e disse que continuará na atividade política, mesmo depois de não conquistar uma cadeira na Assembleia. “Assumo hoje a presidência da Câmara depois da eleição, porque ainda sou presidente da Câmara até o dia 1º de janeiro. E ainda tenho 2 anos e 3 meses de mandato. Isso ninguém vai me tirar. Se um dia Deus me permitir de eu ir para a Assembleia, mesmo na posição de suplente, não sei, mas era um sonho. Mas esse sonho não acabou. Eu vou continuar sim na política”, afirmou.
Dinho Dowsley não disputará reeleição para vereador
“Já assumi compromissos, inclusive, de não ser mais candidato a vereador. Meus projetos agora são outros. Abandonar a política eu não vou. A não ser que cassem meus direitos políticos. Aí eu vou para os Estados Unidos morar com o filho de Bolsonaro lá, é o jeito. Na política a gente tem que estar preparado para tudo. Mas saio de cabeça erguida”, continuou.
O emedebista também relacionou o resultado nas urnas à situação jurídica enfrentada durante a campanha. O registro da candidatura foi indeferido pelo TRE-PB após impugnação do Ministério Público Eleitoral, em processo que envolveu elementos relacionados à Operação Território Livre. A defesa contestou a decisão, e Dinho permaneceu na disputa sub judice. O vereador se disse injustiçado.
Candidatura sub judice e o impacto nas urnas
“Agradeço a muitos funcionários aqui desta casa que votaram comigo, que tiveram a consideração de acreditar ainda no meu voto, de computar lá na urna. E eu dizia para os advogados: ‘Mas vocês não estão entendendo como que eu vou enfrentar uma campanha dessa sem ainda sair a determinação, o acórdão, a decisão do ministro’”, relatou.
Dinho afirmou que recebeu dos advogados a orientação para continuar buscando votos enquanto a discussão jurídica prosseguia. “Ele disse: ‘Tenha calma, ganhe, bota os seus votos nas urnas, seu direito é excelente, depois a gente vai para essa outra etapa’. Mas eu fiz o impossível. E ainda ter 22.611 votos é porque foi um milagre, eu fui um guerreiro. Eu não tenho dúvida que tiraram aí 50% da minha candidatura, entendeu? Mas foi uma experiência linda, foi uma campanha bonita”, concluiu.
Na chapa do MDB, Felipe Leitão, Fábio Ramalho, Hervázio Bezerra e Camila Toscano conquistaram as quatro vagas do partido. Larúcia e Tovar tiveram mais votos nominais que Dinho, deixando o presidente da Câmara na terceira suplência da legenda.