Hervázio considera que renúncia no PSB foi ato crítico e, exagerando absurdamente na dose, afirma que ‘só um milagre pode nos salvar’

“Só um milagre pode nos salvar!”. A frase, um tanto quanto exagerada e absurda, é do secretário de Juventude, Esporte e Lazer do Governo da Paraíba, Hervázio Bezerra sobre a crise que se instalou em seu partido e que colocou em lados opostos os aliados do ex-governador Ricardo Coutinho e do atual, João Azevedo. Hervázio admitiu que há muita tensão interna : “Não tem criança nesse processo. Todos entendemos a gravidade do momento que estamos passando. Mas, quando você participa da causa, ainda entende melhor, mas ficamos preocupados é por nem entender o que houve. Tudo isso foi por causa do comando de um partido que Ricardo nunca deixou de comandar?”, indagou.

Hervázio não quis dizer claramente com quem ficará se houver a cobrança pela “tomada de lado” e comparou a situação a de um filho cujos pais se separam: “Um casal se separa e os pais dizem: ou você fica com o pai ou com a mãe. Não tem guarda compartilhada. Como o filho vai decidir, se ama os dois? É uma situação dura e chata! Até ontem todos nós éramos ricardistas, até João Azevedo”, disse durante entrevista ao Jornal da Manhã da Jovem Pan João Pessoa.

O secretário responsabilizou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, pelo agravamento da crise na Paraíba. “Na sexta de manhã ele disse que não iria se intrometer nos problemas da Paraíba e no mesmo dia ele dissolveu o diretório. Qual a diferença de dissolução e intervenção? Foi o tempero que faltava para o aumento da cizânia”.

Por fim, Hervázio negou que tenha responsabilizado suas colegas Estela Bezerra e Cida Ramos pela criação do burburinho, mas admitiu que as entrevistas concedidas por ambas defendendo a mudança de controle do diretório estadual tiveram uma contribuição significativa para a crise: “Qual o motivo de tirar Edvaldo do comando do PSB se Ricardo nunca deixou de ter o comando do partido? Eu disse isso a elas e que se estivesse no lugar de Edvaldo Rosas eu não me sentiria bem se um colega viesse puxar um debate pela imprensa”.

Para o socialista, contudo, a busca de assinaturas para o documento que formalizou a renúncia coletiva foi o ponto crítico do estremecimento. “Tem gente que disse que assinou sem saber nem o que era”.

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