
Os vereadores Fábio Lopes (PL) e Marcos Henriques (PT), divergiram nesta terça-feira (24), sobre intimação feita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para o ex-presidente Jair Bolsonaro dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em um hospital em Brasília, onde se recupera de uma cirurgia no intestino.
O ex-presidente recebeu a intimação nessa quarta-feira (23) de um oficial de Justiça, que foi designado pelo ministro do Supremo para colher sua assinatura. A decisão de intimar Bolsonaro ocorreu um dia depois dele fazer uma live em uma rede social. O ex-chefe do poder executivo é investigado por tentativa de golpe de Estado.
Para o vereador Fábio Lopes (PL), o ministro Alexandre de Moraes infringiu a Constituição Federal, ao não respeitar um paciente que está internado em uma UTI. “Mais uma vez tivemos nossa constituição rasgada”, disse.
Para o vereador Marcos Henriques (PT), a determinação do ministro Alexandre de Moraes foi correta. O parlamentar petista acredita firmemente que Bolsonaro vive em uma farsa permanente.
“Tudo mundo sabe que o que Bolsonaro está passando é uma farsa, aquela facada eu acho que também foi uma farsa. Ele não tem credibilidade e não faz nada que possa passar confiança para o povo. Não tenho dúvidas que tudo isso é para se vitimizar e tentar mudar a situação da inelegibilidade dele”, disse.
A intimação
No dia 11 deste mês, o ministro Alexandre de Moraes determinou a intimação de todos os denunciados do núcleo 1 que viraram réus após o julgamento da Primeira Turma da Corte que aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A medida é uma formalidade prevista na legislação para comunicar pessoalmente aos réus sobre a abertura da ação penal.
As intimações foram concluídas entre os dias 11 e 15 de abril, exceto no caso de Bolsonaro, que passou mal no dia 12 e foi submetido a cirurgia nos dias seguintes.
Diante do estado de saúde do ex-presidente, o STF esperava uma data adequada para intimá-lo. Contudo, Bolsonaro, de forma lépida e fagueira, realizou uma live na terça-feira (22) direto da UTI. E o Supremo, a partir daí, determinou que um oficial de Justiça fosse ao hospital para a devida intimação.