O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), usou as redes sociais para comentar o ataque atribuído aos Estados Unidos contra a Venezuela, episódio que ganhou repercussão internacional após declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Na publicação, João Azevêdo fez um alerta sobre os riscos de ações militares unilaterais e defendeu a diplomacia como único caminho legítimo para a resolução de conflitos internacionais.

“É muito grave qualquer ataque à soberania de um país. Isso quebra as regras internacionais e coloca o mundo todo em risco. A força nunca vai substituir a diplomacia”, escreveu o governador.

João Azevêdo acrescentou que, diante de crises dessa natureza, deve prevalecer a defesa dos interesses da população civil e da paz. “Para encontrar saídas que funcionem de verdade, o que deve prevalecer é a soberania dos interesses do povo venezuelano e a paz”, completou.

 

Contexto internacional

O comentário do governador paraibano ocorre em meio a uma grave escalada de tensão na América do Sul, após Trump afirmar que forças dos EUA realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela. Segundo relatos de agências internacionais, como a Associated Press, explosões foram registradas em Caracas, acompanhadas de blecautes, movimentação militar e relatos de pânico entre moradores.

O governo venezuelano, por sua vez, negou oficialmente a captura de Nicolás Maduro, classificou a ação como uma “agressão imperialista”, decretou estado de comoção exterior e convocou forças políticas e sociais à mobilização. Caracas também afirmou que se reserva ao direito de legítima defesa e pediu solidariedade de países da América Latina e do Caribe.

Defesa da soberania e do multilateralismo

A manifestação de João Azevêdo segue a linha adotada por setores da diplomacia brasileira desde a redemocratização, baseada na defesa da soberania nacional, do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos, princípios históricos da política externa do Brasil consagrados na Constituição Federal.

Governadores, parlamentares e lideranças políticas de diferentes regiões do país também têm se pronunciado sobre o episódio, demonstrando preocupação com os possíveis impactos humanitários, econômicos e geopolíticos de um confronto direto envolvendo potências internacionais na região.