Roger Modkovski
O governo Lula vai acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão do Congresso de derrubar o decreto de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciou a AGU (Advocacia-Geral da União) na manhã desta terça.
Para o colunista Josias de Souza, a decisão de Lula de judicializar a questão é uma tentativa de, antes que seja tarde, saltar da frigideira armada pelo centrão com vistas a fritá-lo antes das eleições presidenciais de 2026.
Lula dobrou a aposta contra o Congresso para tentar viabilizar seu ajuste das contas públicas. O presidente justificou a ida ao Supremo criticando os que, ao barrar a tributação, estariam apenas tentando defender seus privilégios.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu afirmando que a judicialização “afasta” o governo da Câmara -e ameaçou retaliação, relata a colunista Amanda Klein.
Carla Araújo relata que a crise está unindo os setores mais díspares do governo em torno do projeto econômico já de olho em 2026.
E Letícia Casado mostra que, no meio do imbróglio, a oposição, ao apelidar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de “Taxad”, já tenta miná-lo por considerá-lo o único sucessor viável de Lula.
À parte da carnificina política, o colunista Carlos Juliano Barros mostra que criar um sistema tributário em que os ricos pagam proporcionalmente mais impostos contribui para o aumento do PIB e do emprego, segundo um alentado estudo do Made-USP (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo).
Voltando ao cotidiano da política, André Santana lamenta que, na tentativa de minar o governo Lula, o que o Congresso faz é atingir cruelmente o Brasil. |