Lula defende presunção de inocência de Ricardo Coutinho e defende aliança com o PSB em João Pessoa

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (18), a presunção de inocência ao ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB), investigado na Operação Calvário. Ele pontuou, à Arapuan Fm, que mantém o respeito por Ricardo e que o político paraibano tem o direito de se defender das acusações que lhe foram imputadas.

“Acho que o Ricardo tem direito de se defender, tem presunção da inocência. Confio nas pessoas até que se prove o contrário. Ele sempre foi uma pessoa do bem, quando era do PT, depois saiu para o PSB, foi prefeito e governador, tenho profundo respeito. Ele tem a presunção da inocência”, disse.

Lula opinou por uma aliança nas eleições de 2020 entre o PT e o PSB. Ele elogiou Anísio Maia, escolhido pelo partido para a disputa em João Pessoa, e disse que a composição pode ser feita no 1º ou no 2º turno.

“Eu não tenho o poder de decisão. Acho que o com Anísio é altamente qualificado para ser candidato, quanto [Luciano] Cartaxo esteva quando foi, nós temos várias relações com o PSB em vários lugares no brasil, é possível construir aliança política, o PT tem toda a disposição de conversar, se não houver aliança no 1º turno que seja no 2º turno. Seria importante maturidade do PT e PSB escolher quem tivesse mais potencial e indicasse um candidato junto. Se não é possível, não é nenhuma excrescência política, disputa o 1º turno separado e se junta no 2º”, pontuou.

Condenações

O ex-presidente comentou ainda as suas condenações na justiça. Ele chamou o ex-juiz Sérgio Moro, responsável pela sua sentença em 1ª instância, de ‘canalha’, e o procurador da República Deltan Dallagnol de ‘moleque’.

“Moro não foi juiz no meu julgamento, foi um canalha. Dallagnol não foi do Ministério Público, foi um moleque irresponsável. A Polícia Federal também mentiu. O Dallagnol ficou uma hora e meia dando entrevista por Powerpoint dizendo que o PT era quadrilha e o Lula era o chefe. Ele disse ‘não me peçam provas, tenho convicção’”, disse.

Lula lembrou ainda uma fala que disse a Moro quando estavam frente a frente, durante o julgamento: “Eu disse: ‘Moro, você está condenado a me condenar, a mentira já foi longe demais’. Na segunda instancia, o presidente elogiou a sentença de Moro antes de conhecer. Eu tinha consciência que era necessário me condenar”.

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