Master e INSS escancaram fragilidades no combate à corrupção, diz Transparência Internacional

As investigações envolvendo o Banco Master e o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) expõem fragilidades estruturais no sistema brasileiro de controle da corrupção, avalia a ONG Transparência Internacional.

Os dois casos são destacados no relatório Retrospectiva 2025, divulgado nesta terça-feira (10/2), como exemplos de falhas de governança em setores estratégicos da economia formal e de infiltração do crime organizado no Estado.

A publicação acompanha a divulgação do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), que manteve o Brasil, em 2025, na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados. O país obteve 35 pontos em uma escala que vai de zero a 100, repetindo a segunda pior pontuação de sua série histórica.

O relatório cita a Operação Sem Desconto, que revelou o maior esquema de fraudes previdenciárias já identificado no país, com prejuízos a milhares de aposentados, e a Operação Compliance Zero, que investiga o que a entidade classifica como a maior fraude bancária da história brasileira.

No caso do Banco Master, a Transparência Internacional aponta a existência de contratos de alto valor firmados entre a instituição financeira e escritórios de advocacia ligados a autoridades públicas, além de suspeitas de conflitos de interesse e de interferências indevidas em investigações em curso.

Segundo a ONG, os episódios evidenciam como “a corrupção corrói as instituições e permite que redes criminosas aliciem o Estado e condicionem seu funcionamento a interesses ilícitos”.

O relatório também critica a resposta do governo federal ao escândalo no INSS e alerta para a expansão das emendas parlamentares, que ultrapassaram R$ 60 bilhões no Orçamento de 2026, consolidando o fenômeno descrito pela entidade como “captura orçamentária”.

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