Pâmela Bório “esquece” discurso golpista que divulgou em redes sociais, bate pino e diz que cobria ato no DF na “condição de jornalista”


A jornalista Pâmela Bório, ex-primeira-dama do Estado da Paraíba, se pronunciou na tarde desta segunda-feira (9) sobre sua participação nos atos antidemocráticos praticados por bolsonaristas radicais contra as sedes dos Três Poderes, no último domingo (8) em Brasília, no Distrito Federal.

Em nota, Pâmela alegou que esteve presente nos locais dos atos de terrorismos na “condição de jornalista”, fazendo uma cobertura como “profissional independente” dos acontecimentos.

Segundo a jornalista, ela “jamais apoiaria atos terroristas e vandalismo, algo que sempre repudiou publicamente. Bem como jamais poderia ser condescendente com tais atitudes vindas de quaisquer grupos ideológicos.”.

No entanto, nas redes sociais, que foram desativadas pela jornalista nesta segunda, Pâmela adotou um discurso golpista durante toda a “cobertura jornalística” que realizou dos atos antidemocráticos praticados nos prédios do Congresso Nacional, do STF e Palácio do Planalto.

Durante o domingo, Pâmela publicou uma série de vídeos em seu perfil pessoal no Instagram, alguns deles junto ao filho, um garoto de 12 anos, fruto de sua relação com o ex-governador Ricardo Coutinho (PT). Nas imagens, mãe e filho estão no meio dos bolsonaristas indo em direção a Praça dos Três Poderes, em Brasília.

“Hoje é um dia triste para o nosso país, em que o povo é atacado por forças da corrupção”, diz a jornalista ao apontar para o helicóptero da Polícia do Distrito Federal, e complementa em seguida: “O povo pacífico e ordeiro. Não vamos entregar o nosso país sem luta!”, disse a ex-primeira dama em seu discurso golpista nas redes sociais.

Na sequência das imagens, Pâmela faz vídeos em cima do teto do Congresso Nacional, que foi invadido e tomado por bolsonaristas, e registra também o tumulto com as forças de segurança.

Leia a íntegra da nota:

A trajetória de ativismo da jornalista Pâmela Bório por mais de uma década mostra que jamais apoiaria atos terroristas e vandalismo, algo que sempre repudiou publicamente. Bem como jamais poderia ser condescendente com tais atitudes vindas de quaisquer grupos ideológicos.

Na condição de jornalista, Pâmela Bório esteve cobrindo os manifestos na tarde do dia 8 de janeiro a partir das 17:30h como profissional independente. Seu filho ficou na companhia de parentes e amigos, passeando num Petshop da cidade, enquanto ela estava em cobertura jornalística dos manifestos. Mãe e filho passam férias na capital do Brasil, onde já passaram outras vezes. Atualmente o menor está em medida protetiva em desfavor do genitor desde o ano passado.

Durante os registros dos acontecimentos, Pâmela se deteve apenas em filmar, tentando captar os melhores ângulos, mas nem assim conseguiu cobrir as invasões que já tinham acontecido horas antes de sua chegada, tampouco não conseguiu ver depredações dentro das invasões, sendo impossível também ter participado de tais atos que a mesma sempre repudiou. A jornalista conseguiu captar apenas manifestantes na grama e na rampa, focando em idosos, religiosos, crianças e possíveis vulneráveis, como vendedores ambulantes. Não conseguiu sequer terminar a cobertura jornalística pois estava impossível respirar com tanto gás lacrimogênio.

Portanto, a jornalista repudia todas as insinuações ou acusações infundadas sobre atos terroristas atribuídas à sua pessoa e, no devido momento, todos os propagadores de fake news serão responsabilizados.

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