PORQUE HOJE É SÁBADO

1 – O Jornalista Toinho Vicente tomou uma carraspana meio pesada e perdeu-se num beco sem saída existente no Mercado Central. Desnorteado, começou a fazer o caminho de volta quando avistou um bêbado caminhando em sua direção.

-Quem vem lá? – indagou o destemido piancoense. O outro respondeu:

-É a puta que o pariu!”

Então Toinho, fazendo pose respeitosa, estirou-lhe a mão e pediu:

-A benção, mamãe!

2 – No Lastro existe uma fabricação do famoso “queijo bola”, que segundo se comenta na região, é afrodisíaco.

Tomando conhecimento da novidade, Mundinho de Nezinho dirigiu-se à fábrica de Felinto Furtado e encomendou 20 unidades de uma vez.

-O senhor vai dar uma festa? -, perguntou o vendedor. E ao ouvir a resposta de Mundinho de que os 20 queijos eram para o seu próprio consumo, Felinto avisou:

-Assim vai endurecer…

-Oxente, homem, então embrulhe  50!

3 – Informação científica: uma pessoa produz mais ou menos um litro de peido por dia, distribuído em cerca de 14 peidos diários. Pode ser difícil para você determinar quantas vezes você peida. Você pode pensar nisso como um pequeno experimento científico: anote tudo que você come e conte o número de vezes que você peida. Você pode inclusive anotar sobre o fedor deles. Veja se você pode descobrir uma relação entre o que você come, quanto você peida e quanto seus peidos fedem.

Por outro lado, não é verdadeira aquela conversa de que os homens peidam mais do que as mulheres. Elas peidam do mesmo tanto. O caso é que os homens têm mais orgulho disso. Existe uma grande variação em quanto gás uma pessoa pode produzir por dia, mas essa variação não está relacionada ao sexo. Talvez homens peidem com mais freqüência do que mulheres. Se isso for verdade, então as mulheres tendem a segurá-los e então liberar mais gás por peido.

É a chamada bufa. Caladinha e fedorenta.

4 – O sargento Muriçoca, quando delegado de Princesa, começou a interrogar perigoso pistoleiro sertanejo, que respondia a um processo por assassinato.

E começou a ditar para o diligente escrivão :

-O réu sacou da pistola…

O escrivão o interrompeu:

-Sargento, pistola se escreve um um “L” ou com dois?

Sargento Muriçoca, estufando o peito, respondeu, importante:

-Depende. Se tiver só um cano é com um “L”. Agora, se tiver dois canos, claro que é com dois “Ls”.

5 – Viciado em jogo, Manezim do Bicho, amigo de Chico Duarte, baiano de Juazeiro que mora em Brasília há séculos, contou ao parceiro que havia sonhado com um jegue lhe enrabando.

Querendo um palpite, indagou:

-Eu jogo o que?

Chico não pensou muito para sugerir:

-Jogue o cu fora.

6 – Zé descansava no terraço da casa dele quando ouviu a mãe gritar lá de dentro:

-Oh Zé! Liga este ferro aqui pra mim, porque ele ta dando choque!

Interrompendo o cochilo e abrindo preguiçosamente o olho esquerdo, Zé respondeu de lá:

-Liga a senhora, que já viveu muito!

7 – Risadinha vive ali pela calçada da Assembléia Legislativa e a marretar um real de um e de outro, para tomar cafezinho, comer guisado com cuscuz no Viaduto e contar piadas. É inimigo do uso da camisinha. Diz que camisinha só tem futuro para o fabricante. Mas como é obrigado a entrar na moda, entra, reclamando.  

Dia desses, saiu com uma mocinha de programa e, lá no quarto, ela vestiu seu negócio com a camisinha e começou a chupar. Vendo aquilo, Risadinha lançou seu veemente protesto: 

-Assim, minha filha, vestida até o gogó, até eu chupo.

8 – Seu Ageu tem fama de brabo em Santa Luzia. E todo mundo o teme. Menos Celso, que inventou de namorar a filha dele e, depois de um certo tempo, decidiu pedi-la em casamento. Para criar coragem, tomou duas garrafas de cana e, já calibrado, rumou para a casa do futuro sogro. Chegou, bateu na porta, entrou e foi logo pedindo:

-Seu Ageu, quero a buceta da sua filha em casamento.

Surpreendido com aquilo, Seu Ageu passou a mão nos olhos e balbuciou:

-Ôxente, e não é mais a mão não!?

O noivo, saltando num pé só, botou a mão acima do nariz e resmungou:

-É não, Seu Ageu, porque de punheta eu tô por aqui!

9 – Dona Alzira é servente, prestando serviço no Centro Administrativo do Estado, em João Pessoa. Como ganha pouco e gasta muito, encheu-se de dívidas e estava desesperada sem saber como pagar as contas. Até que a sua vizinha sugeriu que fosse a Igreja Universal participar de uma sessão de descarrego, na qual encontraria meios de se livrar dos credores e ainda ganhar uns trocados.

Cheia de fé e esperança, dona Alzira pegou todas as suas contas, colocou-as numa bolsa e mandou-se para a Igreja. Chegou com o culto já começado, no exato momento em que o pastor determinava ao capeta que saísse de perto do seu rebanho. E bradava ele:

-Sai, espírito maligno! Abandona essa pessoa, seu covarde. “Disaloja”, porque eu estou mandando. Vai! “Disaloja”!

Ouvindo aquilo, dona Alzira apressou-se: abriu a bolsa e puxando os carnês que ali guardava, gritou para o reverendo:

-Pois não,  seu pastor! Tão aqui: Lojas Maia, Insinuante, Armazéns Paraíba, Pão de Açúcar…

10 – Em pleno regime militar, correu na Bahia o boato de que um bispo andava comendo o bosquete de um coronel do Exército. Como a censura era implacável, o Diário de Notícias deu a seguinte manchete sobre o caso:

“Membro eclesiástico penetra no círculo militar”.

11 – E agora lá se vão meus abraços sabadais para Aldi Antas, Coimbra Maia, Galego da Barraca, João do Bar, João de Carlota, Zé de Louro, Pedro Freire, Assis Liberalquino, Anchieta de Xixi, Zé de Neco Estima, Valdir Porfírio, Deca de Agripino, Ivo de Lindolfo e Marta Suplicy.

12 – Padre Anacleto, vigário de Uiraúna, fazia seu sermão na missa de domingo censurando os jovens que não assistiam aos atos religiosos, preferindo ficar ao redor da igreja, namorando:

-Esses pecadores e essas pecadoras ficam do lado de fora, ao redor dos pés de ficos namorando, eles de um lado, elas de outro e o pau no meio. Eu não digo os nomes deles porque não sou fofoqueiro. Deus me livre. Mas se me perguntarem e insistirem, eu digo que o pior deles é Coacy, meu sobrinho

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