Em pronunciamento gravado, Peña afirmou que decidiu deixar a Presidência em consideração à estabilidade do país, à paz social e à preservação das instituições democráticas.
A crise envolve suspeitas de irregularidades financeiras no Ueno Bank, uma das principais instituições digitais do Paraguai, que possui cerca de 3 milhões de clientes. O Banco Central identificou problemas na situação financeira da instituição e iniciou um processo de intervenção, suspendendo os serviços bancários.
O caso também ganhou repercussão política devido à ligação anterior de Peña com o Grupo Vázquez, controlador do banco. O presidente teve participação societária no grupo até março de 2025 e passou a ser alvo de acusações de conflito de interesses e possível favorecimento à instituição.
A crise resultou ainda na renúncia do presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, e na prisão de oito pessoas ligadas à instituição financeira.
Antes da renúncia de Peña, deputados da oposição apresentaram um pedido de impeachment contra o presidente e o vice-presidente, Pedro Alliana. Os parlamentares apontaram possíveis irregularidades na gestão dos recursos e questionaram a relação entre o governo e o grupo responsável pelo banco.
