Projetos da UFPB oferecem assistência técnica gratuita e fortalecem produção de leite no Brejo e Agreste paraibanos


A extensão da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) tem fortalecido a cadeia produtiva do leite bovino na Paraíba. No Agreste e Brejo Paraibanos, por exemplo, projetos de extensão do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA), no Campus III da UFPB, em Bananeiras, oferecem assistência técnica que possibilita a melhoria da qualidade do leite e a segurança alimentar dos rebanhos, ações que estão fazendo a diferença no dia a dia dos produtores rurais.

Essas ações são desenvolvidas no âmbito dos projetos ‘Mais Leite: manejo técnico na bovinocultura leiteira’, ‘Forrageiras para o Semiárido: fortalecimento da pecuária regional’, que estão em execução desde 2022 nos municípios de Bananeiras e Tacima, e ‘Treinamento em Manejo e Higiene de Ordenha’, recentemente aprovado no edital do Programa UFPB no Seu Município e ainda em fase de implantação, em Ingá-PB.

Como seus nomes sugerem, eles envolvem o monitoramento do leite produzido no Agreste e no Brejo Paraibanos com assistência técnica integral, que consiste em assistir aos bovinocultores com informações e monitorar sua produção. Além disso, no escopo dos dois projetos estão a realização de ações de manejo nutricional, sanitário e reprodutivo, treinamentos em higiene e manejo de ordenha, bem como da qualidade do leite produzido.

Os projetos são realizados em duas fases. Na primeira delas, é feito um levantamento, junto aos órgãos municipais competentes, da quantidade de produtores existentes no município, seguido de visitas técnicas a esses produtores. As duas ações são necessárias para se traçar um perfil deles e identificar suas necessidades. Nesse trabalho inicial, já foram visitados 26 produtores pelo projeto ‘Mais Leite’ e ‘Forrageiras para o Semiárido’. Quanto ao projeto ‘Treinamento em Manejo e Higiene de Ordenha’, a expectativa é de que sejam visitados 15 produtores.

“A segunda etapa compreendeu, por meio da utilização de critérios técnicos, dentre os 26 produtores visitados nos municípios Bananeiras e Tacima, a seleção de três produtores que passaram a receber uma técnica integral. Ao oferecer esse assessoramento a parte do grupo, esperamos que as novas tecnologias implantadas possam ser disseminadas para os demais produtores. No projeto atuante em Ingá será da mesma forma, uma vez que a metodologia dos dois é bastante parecida”, explica o médico veterinário Carlos Magno Bezerra, servidor técnico-administrativo da UFPB que coordena o Laboratório de Bovinocultura (Labov), setor do CCHSA aos quais os projetos estão vinculados.

A equipe que compõe os projetos é formada por 18 integrantes, entre servidores técnico-administrativos, docentes da Universidade, discentes dos cursos de graduação sediados no CCHSA e estudantes dos cursos técnicos do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN), unidade de educação profissionalizante da UFPB que também está localizada em Bananeiras. Os projetos recebem apoio do Laticínio Flor do Campo, que fica no município de Tacima, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e da Prefeitura Municipal de Ingá.

“Os produtores que não são selecionados para receber a assistência técnica integral são convidados a participar de capacitações pontuais da área do campo oferecidas pelo Labov e, por meio delas, propagamos a eles o que é feito nas propriedades que recebem integralmente a assistência técnica”, acrescenta Carlos Magno Bezerra.

A bovinocultora Dulci Araujo, da cidade de Tacima, descreve como as ações realizadas pelos projetos beneficiam sua produção.

“A UFPB está prestando assistência para nós com técnicas de inseminação, testes de qualidade do leite; também está orientando a observar quais as vacas devem continuar [na produção leiteira] e quais devemos retirar porque não estão sendo tão produtivas. Essas ações estão sendo muito importantes”, afirmou a produtora rural.

Outra ação aberta aos não selecionados, inclusive também a produtores que não fazem parte dos projetos, ocorre por meio do projeto ‘Forrageiras para o Semiárido’, que envolve a implantação de culturas forrageiras para propagação de pastagens ou ampliação de suas reservas, priorizando espécies mais adaptadas às irregularidades pluviométricas típicas da região. Na estação chuvosa, são fornecidas mudas dessas culturas forrageiras – cactáceas, leguminosas e gramíneas – para plantação; no período de seca, quando há excedente, o Labov disponibiliza gratuitamente aos produtores essa parte remanescente da produção do Laboratório. O técnico em agropecuária Luiz Eduardo Cordeiro, também técnico-administrativo da UFPB, coordena as ações relacionadas ao ‘Forrageiras para o Semiárido’.

Para Carlos Magno Bezerra, além dos produtores rurais do Agreste e do Brejo, toda a população paraibana, de modo indireto, é beneficiada com as ações dos projetos.

“Ao incrementar a produção, tornando-a mais eficiente, as atividades desenvolvidas nos projetos aumentam os rendimentos dos produtores e de suas famílias. Isso permite a continuidade desses produtores na atividade leiteira e seu fortalecimento. Além disso, a assistência técnica também oferta a análise do produto, a partir de aspectos sanitários e físico-químicos do leite, o que amplia a segurança sanitária da população”, explica o médico-veterinário, que divide a coordenação do Labov com o técnico em agropecuária Luiz Eduardo Cordeiro, também servidor da UFPB.

Os produtores da região interessados em receber as ações dos projetos podem entrar em contato com os responsáveis pelo e-mail labov@cchsa.ufpb.br, assim como entidades dispostas a atuar em parceria com os projetos. As principais atividades realizadas no âmbito do Laboratório de Bovinocultura (Labov) estão disponíveis nas redes sociais, pelo perfil no Instagram @labov_cchsa.

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