QUANDO EU NASCI

MIGUEL LUCENA

(Faz, hoje, 57 anos que houve festa na minha rua)

Quando do meu nascimento,

Na serra deu um trovão,

O povo viu um clarão

Nos longes do firmamento;

Minha casa não tinha cimento,

Nasceu uma flor no chão;

Minha mãe beijou minha mão,

Zé Birrim fez uma seresta

E meu pai deu uma festa

De sanfona, vinho e pão!

II

No dia do meu nascimento,

O galo cantou mais cedo,

Eu tive um pouco de medo

De vir ao mundo cruento,

Minha mãe viu se rebento,

Trazido pela cegonha,

Me envolveu com jeito em fronha,

De amor eterno e infindo,

E disse: “Este, além de lindo,

Nunca me fará vergonha!”.

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