Servidores de hospitais universitários entram em greve; pacientes enfrentam filas na Paraíba

Servidores dos hospitais universitários Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, e Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, aderiram à greve nacional da categoria nesta segunda-feira (30). Com a paralisação, serviços foram suspensos e pacientes formaram filas nas unidades em busca de informações sobre atendimentos.

Em João Pessoa, pacientes relataram que não foram avisados previamente sobre a greve, mesmo com consultas agendadas há pelo menos três meses. A situação gerou transtornos e incerteza entre os usuários.

De acordo com informações, serviços essenciais seguem funcionando no HULW, como cardiologia, infectologia e epidemiologia. No entanto, especialidades com atendimentos eletivos, como endocrinologia, além de exames como ultrassonografias, estão suspensos até o mês de maio.

Já em Campina Grande, no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), os atendimentos de oncologia foram mantidos, enquanto o setor ambulatorial teve as atividades paralisadas.

A greve conta com a adesão de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e servidores administrativos, o que impacta diretamente o funcionamento das unidades.

Em nota, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) informou que segue em negociação com os sindicatos para o acordo coletivo de trabalho referente ao período 2026-2027. Uma nova reunião está prevista para esta segunda-feira (30), com o objetivo de avançar nas tratativas.

Diante do cenário, a orientação é que pacientes busquem informações antes de se deslocar até os hospitais, para evitar deslocamentos desnecessários.

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