Ricardo Coutinho chama Operação Calvário de ‘espetáculo midiático’, cobra provas e diz que acusações são mentira, uma ‘narrativa mentirosa’ construída para tirá-lo da política

O ex-governador Ricardo Coutinho cobrou nesta sexta-feira (13) provas de todas as acusações feitas contra ele no âmbito da Operação Calvário. “Delação nenhuma serve como prova de nada. Quem está preso faz qualquer coisa para sair”, declarou Ricardo, que tratou como “desvarios” as acusações feitas contra ele. A entrevista está sendo concedida na Rádio Sanhauá AM. “Angariei muitos ódios e estou pagando por isso”, admitiu.

“Não concordamos com convicções substituindo provas. Quero saber onde estão as provas disso, quero saber onde está o dinheiro”, declarou, negando ter enterrado qualquer dinheiro. “Não enterrei nem macaxeira”.

As declarações foram dadas durante a primeira entrevista concedida após ter sido preso na Operação Calvário, no final do ano passado.

Ricardo disse que não é o primeiro e nem será o único a ser acusado com “essa doença” que tomou conta do estado brasileiro nos últimos anos.

“Fizemos com que o dinheiro do povo, que não aparecia antes, aparecesse em obras, ações e serviço”, frisou.

Segundo ele, o que o Ministério Público tenta, “de uma forma inconsistente, caracterizar como organização criminosa” se refere a apenas dois contratos de OSs.

“Não existe superfaturamento”, garantiu.

Segundo ele, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) não conseguiu apresentar provas a respeito das acusações, sendo colocado até o momento, apenas a “construção de uma narrativa mentirosa” contra ele por ter colocado o “dedo na ferida” e ter apoiado o ex-presidente Lula na luta contra a Lava Jato.

Segundo Ricardo, o espetáculo midiático tem alimentado as acusações contra ele e que o MPPB tem tentado repetir no Estado o que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, promoveu de ‘forma mentirosa no Brasil’. “Não existe uma prova que me liga a nada, a não ser desvarios. Já fizeram uma oitava fase, para fazer que nem a Lava Jato, e chegar até a não sei quantas fases”, afirmou.

E concluiu. “Não creio que seja razoável, dentro de um estado democrático de direito o que o Ministério Público faz. Não estou falando da instituição, mas de alguns membros da instituição”, afirmou.

O ex-governador contestou ainda o trecho da denúncia apresentada pelo MPPB que apontou um encontro entre ele e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) para apresentar um dossiê que teria o intuito de intimidar os servidores da Corte.

“Disseram que teria havido uma reunião entre eu e os conselheiros para ter chantagem, essa reunião nunca existiu. Eles trabalham com duas condenações, para ter uma condenação colegiada e para ter a vingança de conselheiros para rejeitar uma conta minha, é uma farsa, é uma mentira isso. Você não pode chegar para tal coisa e dizer isso, cadê a gravação? Não existe gravação porque isso é uma mentira”, disse.

A entrevista, ao vivo, está sendo concedida ao rádio Sanhauá AM, no programa ‘Debate Sem censura’, comandado pelo radialista Antônio Malvino.

 

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