31/10/2026 – O empresário Roberto Santiago elogiou o Bolsa Família e afirmou que os programas de transferência de renda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contribuem para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Segundo ele, os recursos destinados à população de baixa renda ajudam a movimentar o comércio e fortalecem a economia de municípios da região.

Ao comentar os efeitos do benefício, Santiago afirmou que o Nordeste foi favorecido pela política de transferência de renda, especialmente diante das desigualdades econômicas entre a região e o Sul do país.

“Eu acho que o Nordeste foi privilegiado com essa história de Bolsa Família, esse dinheiro que o governo distribui para as pessoas pobres beneficiou muito o Nordeste, muito. A gente sempre foi discriminado porque a gente era pobre, somos pobres em relação ao Sul”, declarou.

Empresário rebate críticas aos programas sociais

Roberto Santiago também contestou críticas à distribuição de recursos para famílias em situação de vulnerabilidade. Para ele, o dinheiro recebido pelos beneficiários é utilizado principalmente para atender necessidades básicas, como a compra de alimentos.

“Muita gente tem medo: ‘Ah, está dando dinheiro ao povo’. Não está dando dinheiro ao povo, o povo precisa de dinheiro, precisa comer alguma coisa”, afirmou.

O empresário explicou que os recursos movimentam a economia local porque retornam ao comércio por meio do consumo das famílias.

“Na hora que você chega no interior de uma cidade e joga dinheiro na mão de quem está precisando comer, essa pessoa vai comprar pão, comprar carne. Aí, esse dinheiro que gerou termina numa loja. Mas quem comprou foi o pobre lá, não importa. O dinheiro circula, entrou dinheiro no mercado”, destacou.

Turismo também impulsiona economia de João Pessoa

Durante a fala, Santiago também relacionou o crescimento do turismo em João Pessoa à circulação de recursos na economia da capital paraibana.

Segundo ele, independentemente da condição econômica do visitante, o consumo realizado durante a estadia representa a entrada de dinheiro novo na cidade.

“Eu não quero saber se o turista que está aqui na praça é classe A, B, qualquer que seja, ou um turista classe C. Ele vai consumir em algum canto. E esse dinheiro dele não estava aqui em João Pessoa. E vai ficar”, observou.

Ao comparar os efeitos do turismo com os programas sociais, o empresário afirmou que as duas atividades contribuem para estimular o comércio e ampliar a circulação de recursos.

“Esse dinheiro que o turista está trazendo ou o dinheiro que o governo faz de doações para quem está precisando de fato gera economia, dá um giro muito bom”, concluiu.